O Ceresp Centro Sul, considerado a porta de entrada do sistema prisional feminino, foi o escolhido como palco para a abertura das atividades, com um evento realizado nesta manhã. Estiveram presentes o secretário-adjunto de Defesa Social, Genilson Ribeiro Zeferino, o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira e a diretora-geral do Ceresp Centro Sul, Sandra Carvalho Sousa. Localizada na avenida Afonso Pena, a unidade acolhe 102 mulheres, sendo 70 delas mães. Como se trata de um centro de remanejamento, normalmente elas permanecem cerca de 45 dias na unidade e depois são encaminhadas para outros locais.
Reincidentes
Após percorrer o corredor das celas, o secretário-adjunto Genilson Zeferino, acompanhado pelo subsecretário da Suapi, Murilo Andrade, revelou que observou a presença de diversas presas que já cumpriram penas em outras unidades, mas acabaram retornando às celas, na condição de reincidentes no crime. Genilson Zeferino se despediu das detentas lamentando o reencontro e chamou a atenção delas para a importância do papel de mãe. “Vir aqui é acender uma vela para não voltarem, pois o crime não pode ser maior que vocês”, enfatizou.
A quebra da rotina no Ceresp Centro-Sul ocorreu com tranquilidade. De acordo com a diretora-geral da unidade, Sandra Carvalho Sousa, em dias especiais as detentas esquecem qualquer eventual desavença existente entre elas, pois se sentem mais calmas e valorizadas. “Elas chegam até a ir dormir mais cedo”, conta.
Filme
Tranquilidade também vem acompanhada de tristeza e lágrimas em alguns casos. Uma mulher presa recentemente em uma operação de combate ao tráfico de drogas, ocupava o primeiro lugar na fila dos presentes. Com os olhos inchados e vermelhos e usando óculos de grau, ela se manteve em silêncio todo o tempo.
O filme escolhido pelas presas conta a história de um homem com deficiência mental que cria sua filha com a ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz sete anos, a criança começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação acaba por chamar a atenção de uma assistente social que quer a menina internada em um orfanato. A partir de então, o pai enfrenta um caso impossível de ser vencido por ele, contando com uma advogada que aceita o caso como um desafio, auxiliada por seus colegas de profissão.
Crédito foto: Divulgação Seds