BELO HORIZONTE (26/08/11) - O 3º Encontro dos Profissionais da Educação que atuam nas Unidades Socioeducativas de Minas reuniu, na quinta-feira (25), cerca de 100 professores, pedagogos, psicólogos, técnicos e agentes socioeducativos do Sistema de Defesa Social e Educação, no auditório do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), no bairro Luxemburgo, Belo Horizonte.
O evento foi promovido pela Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase) da Secretaria do Estado de Defesa Social (Seds), em parceria da Secretaria de Estado de Educação (SEE). O objetivo foi aprimorar e qualificar o trabalho entre as equipes da escola e das unidades socioeducativas.
A diretora de Formação Educacional e Profissional da Suase, Érika Vinhal, ressalta que o evento não serve apenas para discutir uma prática educacional mais atrativa para os adolescentes, mas também propõe fortalecer a parceria de ensino entre a Suase e a Secretaria de Estado de Educação.
Desde 2004, a Defesa Social mantém convênio de cooperação técnica com a Educação para oferta de escola formal aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação em Minas. A Educação disponibiliza professores para as escolas fixadas dentro dos centros. “A proposta é apresentar um pouco da teoria e fortalecer as discussões entre os educadores”, disse Érika Vinhal.
Na abertura do evento, o secretário-adjunto de Estado de Defesa Social, Genilson Ribeiro Zeferino, destacou a heterogenia dos profissionais que compõem o ambiente de ensino nas unidades socioeducativas. “A presença de agentes socioeducativos e demais técnicos qualifica ainda mais o ensino nas unidades, pois são estes profissionais que lidam diariamente com os jovens e os conhecem”.
Para a pedagoga, professora e membro do Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Lícinia Corrêa, a escola é e continua a ser um espaço sociocultural, ao mesmo tempo em que é um espaço de ensino. “As escolas lidam com adolescentes, sendo eles infratores ou não. Sem perder a situação na qual estão inseridos, estes jovens devem ser tratados perante os demais igualmente, pois a escola não tem a função de punir, mas, sim, educar”.
Ensino
Nos 20 centros socioeducativos da Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas, os adolescentes frequentam aulas regulares do ensino fundamental e ensino médio e também participam de projetos culturais, esportivos e de inclusão social. As atividades têm o objetivo de ensinar aos jovens noções de trabalho coletivo, disciplina e força de vontade, além de melhorar a sua autoestima