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Na carreta da Rua Livre os usuários de álcool e drogas ilícitas receberam os primeiros atendimentos, em seguida foram encaminhados para o Posto de Saúde onde tomaram banho, trocaram de roupas, comeram e descansaram. Todos passaram por uma avaliação do quadro de saúde na qual o tratamento para o usuário foi criteriosamente escolhido, sendo que as internações somente podem ser feitas mediante laudo médico, pois nem sempre ela representa a melhor opção.

O subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, explica que “a região tem um uso mais silencioso das drogas, mas o problema existe e o Aliança pela Vida vai ajudar a potencializar os trabalhos que já são realizados pelas autoridades de Santa Luzia, mesmo após o Rua Livre, como por exemplo, as visitas de profissionais de saúde nas residências, solicitadas por parentes no Acolhimento Familiar”.

 

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Especificidades

A Rua Livre é um ação que tem o cuidado de levantar e avaliar as características de cada local com os gestores municipais das áreas de saúde, desenvolvimento social e segurança pública. “Há uma integração constante do estado com os municípios para que o objetivo de combater e prevenir o uso de drogas seja o mais eficiente possível. O trabalho conjunto é fundamental para selecionar o local mais adequado, assim como os profissionais, pontos de apoio e formas de atuação”, destaca o superintendente de Articulação e Descentralização de Políticas sobre Drogas, Cláudio Borges de Paula.

A superintendente de Políticas Públicas da Prefeitura de Santa Luzia, Lídia Melo, enfatiza a soma de esforços dos âmbitos estaduais e municipais no combate e prevenção às drogas. “Disponibilizamos o Posto de Saúde e o Centro de Acompanhamento Psiquiátrico (Caps) com 23 profissionais entre enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras”, cita a superintendente.
   
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Multiplicador

Adriano, usuário de álcool, crack e cocaína, mostrou disposição para receber tratamento e ajudar outras pessoas. A assistente social do Posto de Saúde, Blenda Stefane, ficou feliz com sua presença, pois três dias antes ele havia procurado a unidade e recebido orientação para participar do Rua Livre. “Hoje, Adriano retornou e ainda trouxe vários amigos com problemas semelhantes”, contou Stefane.

Confiantes

Na porta do Posto de Saúde duas amigas dependentes de álcool, Maria Aparecida, 34 anos, e um amiga de 48 anos disseram que agora acreditam na possibilidade de ficarem livres da dependência. “Nosso caso não é de internação, vamos voltar aqui todos os dias para acompanhamento. Tenho dois filhos e estou preocupada com a minha saúde”, disse a Cida.

 

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