A APAC de Campo Belo tem 4.800 metros quadrados e conta com espaços adaptados para deficientes físicos, além de sala de aula, sala de palestra, cantina, biblioteca, auditório, padaria e cozinha industrial. Quarenta e um condenados já estão cumprindo sentença no local. São acolhidos, além de presos de Campo Belo, recuperandos vindos também de Aguanil, Cristais e Santana do Jacaré. Anteriormente à inauguração do novo espaço, a APAC funcionava, desde 2005, ao lado da cadeia pública da comarca.
Benefícios
O diretor do Foro da Comarca de Campo Belo, juiz de direito Antônio Godinho, acredita que a meta da APAC é a recuperação de indivíduos da comunidade campobelense. “A pessoa que comete a infração tem que ser penalizada, mas é obrigação da sociedade garantir o retorno desse infrator ao convivo social”, ressalta.
Presente na solenidade de inauguração, o secretário adjunto de Defesa Social, Genilson Ribeiro Zeferino, destaca que Minas Gerais está, nesse momento, aprendendo e evoluindo com as APACs. “Aproveito a oportunidade para reafirmar e consolidar o compromisso do Estado com o método APAC, e faço um chamamento à comunidade de Campo Belo a se comprometer com esse trabalho de reintegração social”.
Para o coordenador do Programa Novos Rumos, desembargador Joaquim Alves de Andrade, a eficácia do método APAC só é possível a partir do envolvimento da sociedade. “Transformar o criminoso em cidadão é o ideal lançado pela APAC. Por isso chamo todos para abraçarem conosco esse desafio”.
Também estiveram presentes na solenidade de inauguração da APAC de Campo Belo o subsecretário de Administração Prisional da Secretaria de Estado de Defesa Social, Murilo Andrade, o presidente da APAC, Luís Fernando de Oliveira Freitas, o promotor de Justiça, Alessandro Ramos Machado, o prefeito municipal, Romeu Tarcísio Cambraia, a juíza da Vara Criminal, Renata Abranches Perdigão, a coordenadora do Programa Novos Rumos, desembargadora Jane Ribeiro Silva, dentre outras autoridades.
Modelo APAC
O Governo de Minas é parceiro do Poder Judiciário na manutenção das APACs, entidades que se dedicam à reintegração social dos condenados. O trabalho da APAC baseia-se em um método que se destaca pela corresponsabilidade do preso em sua recuperação, pelo envolvimento e colaboração dos familiares dos presos e pela participação da comunidade para a recuperação de condenados e sua reintegração à sociedade. A APAC é desenvolvida também com a parceria de instituições da sociedade civil nos municípios em que estão instaladas.
Atualmente, a Seds mantém convênios com 36 APACs, sendo 09 para construção e 27 para manutenção de despesas, totalizando 2.129 vagas mantidas com verbas do Governo do Estado. Cumprem pena em APACs cerca de 1.500 recuperandos.
Crédito foto: divulgação Seds