A abertura do evento aconteceu no Centro Socioeducativo de Justinópolis (Cseju), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além da presença de representantes de todas as delegações, houve apresentação de basquete de rua, realizada pela Central Única das Favelas (Cufa), de hip hop pelos adolescentes do Centro Socioeducativo Santa Helena e dos jovens da oficina de música do Cseju.
A superintendente de Gestão das Medidas de Privação de Liberdade da Suase, Elaine Rocha Maciel, destacou a importância de sistematizar o trabalho esportivo dentro das unidades e de trabalhar, entre outros aspectos, a integração promovida pelo esporte.
Um adolescente de 18 anos do Cseju está participando das Olimpíadas pela primeira vez e foi escolhido para fazer o juramento dos atletas. Ele conta que não imaginou que teria esse tipo de atividade dentro da unidade socioeducativa. “É a oportunidade de mostrar nosso desempenho. Acho que me viram como um adolescente exemplar, que tem comprometimento com a medida”, disse. O atleta irá jogar tênis de mesa e definiu qual é, para ele, a receita da vitória: “concentrar e dar o melhor de si”.
Oficinas
As Olimpíadas são realizadas anualmente, como uma forma de concluir as oficinas esportivas realizadas durante todo o ano anterior nas unidades socioeducativas. Esse trabalho é realizado pela Oscip “De Peito Aberto” desde 2009, quando foi firmado convênio com o Estado. Somente no ano passado, cerca de 450 adolescentes participaram das aulas de natação, handebol, vôlei, basquete e circuito de força (com aparelhos de musculação), além de futebol, judô e ginástica.
“O projeto SuperAÇÃO garante o direito às atividades esportivas, um eixo importante da medida socioeducativa, que está preconizado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em 2010 tivemos as primeiras Olimpíadas, com foco no futsal. Em 2011 inserimos outras modalidades e agora, em 2012, houve um reforço muito grande no ensinamento da técnica de outros esportes. Além da técnica, queremos também o ensinamento das regras, a ganhar, a perder, a competir”, afirmou a diretora de Formação Educacional e Profissional da Suase, Érika Vinhal.
Crédito fotos: Divulgação Seds