Neste ano a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), por meio da Diretoria de Ensino e Profissionalização (DEP), consolidou sua participação no evento com um grande espaço na programação que teve início às 14h e seguiu com mais de oito horas de duração. Na edição de 2011 quem estreou no BH na Paz foi o Grupo de Teatro Vida Nova, da Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves.

O presidente da ONG Arte pela Paz, Anderson Martins, explica não existir nenhum paradoxo em pessoas julgadas por crimes serem os artistas de um grande acontecimento que já integra o calendário oficial de festas e eventos de Belo Horizonte. “É preciso acreditar no que há de melhor nestas pessoas e incentivá-las a prosseguir nos caminhos da paz. Todos podem ajudar ao próximo e esta é uma das formas”, destaca Anderson. Além das ações sociais, o projeto de uma cidade sem conflitos se caracteriza por reunir importantes nomes da música brasileira de diversos estilos, que vão da MPB ao religioso.


Arte da ressocialização

evento_bh_na_paz_106.jpgOs detentos que subiram ao palco montado na Praça da Estação fazem parte de corais, teatros e bandas das seguintes unidades prisionais:  Penitenciárias Nelson Hungria, em Contagem, e José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, presídios de Cataguases, na Zona da Mata e Alfenas e São Lourenço, no Sul de Minas. Nos stands foram expostos trabalhos artesanais e outros produtos feitos com mão de obra dos detentos das Penitenciárias Ariosvaldo Campos Pires, José Edson Cavalieri e Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Juiz de Fora, além da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, de Ipaba, no Vale do Rio do Rio Doce, do Presídio de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha e do Presídio de Vespasiano e da Penitenciária José Abranches, em Ribeirão das Neves, ambos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

evento_bh_na_paz_011.jpg“É muito significativa a presença dos detentos neste evento, pois mostramos as possibilidades de ressocialização e uma parcela do que realizamos no sentido de promover atividades de arte e cultura, educação e profissionalização”, explica o superintendente de Atendimento ao Preso, Helil Bruzadelli, da Seds.

O Coral Querubim, composto por homens e mulheres, percorreu mais de 300 quilômetros para animar o público reunido em prol da paz, vieram de Alfenas e cantam desde 2009. O detento Helton Sousa Chagas, 24 anos, além de emprestar sua voz para  o grupo também toca saxofone e arrisca falar em nome dos 72 presos que estiveram nos shows: “acredito que exista um sentimento comum a todos os presos quando mostram seus talentos, seja em um pequeno auditório ou em um grande espaço como este, a sensação de voltar para a sociedade e de ser aceito”.

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Crédito fotos: Bernardo Carneiro

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