O evento integra as ações de assistência religiosa prestada em todas as 129 unidades da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). A ressocialização por meio da assistência religiosa compõe os pilares da recuperação de detentos proposta pela Suapi, que incluem também fomento ao trabalho, estudo, leitura, atividades culturais e esportivas.
O superintendente de segurança Prisional de Minas, André Mourão, explica que presos de todas as religiões podem manifestar sua fé e ter a presença de representantes de suas instituições ou igrejas. Atualmente, há cerca de 300 entidades cadastradas, em todo o Estado, que prestam assistência nos presídios e penitenciárias do Estado, das mais variadas religiões.
Ainda segundo Mourão, a assistência religiosa, além de impactar na recuperação do detento e na humanização do cumprimento de sua pena, possui influência na própria segurança da unidade. “Os presos voltados para uma vivência religiosa apresentam um comportamento diferenciado, são normalmente mais tranquilos e manifestam um grande desejo de seguir novos caminhos após o cumprimento da pena.”
O preso Robson Pereira dos Santos, que assistiu ao culto, confirma a afirmação do superintendente. “Confio em Deus e apesar de estar preso me sinto um homem liberto.” O detento frequenta os cultos realizados semanalmente na unidade e revelou que as palavras da Bíblia transformaram sua vida.
Prevenção às drogas
A partir deste ano, todas as igrejas ou grupo de ajuda religiosa que trabalham dentro de unidades da Suapi e que já desenvolvem um trabalho com dependentes químicos passaram também a prestar um atendimento mais voltado para a conscientização dos danos causados pelas drogas. O público direcionado desta atividade específica são ex-dependentes ou condenados por tráfico, que tinham envolvimento com entorpecentes.