Começou nesta segunda-feira (23.09) a 1ª Semana da Saúde da Casa de Semiliberdade São Luís, em Belo Horizonte. A programação da semana conta com workshops, oficinas, palestras e rodas de conversas que vão abordar diversos aspectos da saúde. O evento foi direcionado para os adolescentes e seus familiares e aos servidores da Casa.
Durante a abertura do evento, cada participante pôde fazer sua ficha individual, com informações da pressão arterial, glicose e medidas do corpo, peso e altura. Puderam ainda se instruir com uma nutricionista e conhecer a acupuntura.
A superintendente de medidas socioeducativas, Erika Vieira, afirma que a ideia é inovadora: “é a primeira vez que uma casa dedica uma semana para a saúde e, dentro dessa semana, ainda conseguiram articular os três eixos da medida que são o esporte, a arte e a cultura”. Segundo a assistente social da Casa, Carolina Salum, “a saúde é pouco instituída na vida dos adolescentes e essa é uma nova forma de abordar o tema e ganhar a atenção deles, trabalhando com a prevenção”.
A iniciativa é uma parceria da unidade com o programa SuperAção, da Subsecretaria de
Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase), o Centro de Saúde Santa Mônica, a Superintendência de Limpeza Urbana e a Clínica Sempre Leve. Dentro da programação, serão trabalhados com os adolescentes: organização, cuidado e arrumação da casa, alimentação saudável, reciclagem, limpeza urbana, saúde bucal, higiene pessoal, entre outros.
Alguns dos temas de saúde vão ser abordados em oficinas de arte e cultura. Um exemplo é a oficina de grafite, já ministrada para os adolescentes, mas que fez um trabalho voltado para a semana. Promovida uma vez por semana pelo oficineiro Fernando Santos, trabalhou-se na oficina a saúde mental aliada à arte. Os adolescentes produziram quadros para serem expostos na Casa durante o evento.
Outra oficina, a de danças urbanas, ministrada pelo oficineiro Valdir Marques de Carvalho, também acontece uma vez por semana e, além da aula de dança, são feitas rodas de conversa com os adolescentes. “As rodas de conversa são um ponto importante dentro da oficina, pois é um momento de reflexão; e a oficina, como um todo, é uma forma de provocar uma apreciação cultural nos adolescentes e fazer com que eles saiam de suas zonas de conforto”, afirma Valdir.
Crédito fotos: Nathália Barreto/Ascom Seds