Oito dos nove crimes classificados como violentos tiveram queda nos três primeiros meses de 2015, em relação a igual período do ano passado; homicídios caíram 34% em Belo Horizonte.

Principal indicador internacional de violência, o homicídio está em queda em Minas Gerais em 2015. Considerado o primeiro trimestre, houve redução de 11% no Estado, 34% em Belo Horizonte e 19% na Região Metropolitana (RMBH). O resultado inverte uma trajetória ascendente apurada nos três primeiros meses de 2013 e de 2014, quando o número de homicídios subiu 15% e 6,5%, respectivamente em relação a iguais períodos dos anos imediatamente anteriores.

Entre os nove crimes classificados como violentos, a maior diminuição, de quase 50% em Belo Horizonte, se deu no tipo extorsão mediante sequestro. No Estado, a queda foi de 42%. Outros destaques são a redução na modalidade sequestro e cárcere privado em Minas, na faixa de 25%; dos estupros tentados em BH, em cerca de 27%, e dos homicídios tentados no Estado e na RMBH, de 14%, como mostra o QUADRO 1.

   

quadro 1

O secretário de Estado de Defesa Social, Bernardo Santana, diz que os números sinalizam uma resposta positiva à política do governo atual para a segurança pública. “Os dados de roubos, principalmente, são focos prioritários do nosso trabalho, pois esse tipo de ocorrência está sendo e será severamente combatida com a presença cada vez mais intensa de nossas forças nas ruas”, ressaltou.

Em Minas, os roubos cresceram 10,7% no primeiro trimestre de 2015 em relação a igual período do ano passado. No primeiro trimestre de 2014, houve alta de 32% diante do mesmo período do ano anterior. No intervalo considerado, o aumento em 2013 foi de 22,5% sobre 2012. Considerando anos completos, os roubos cresceram 21,33%, em 2014, e 27,55%, em 2013. Ou seja, houve em 2015, uma redução do ritmo de expansão.

Consciente de que o nível dos roubos está muito elevado no Estado, o atual governo está investindo na recomposição dos efetivos da Polícia Militar e da Polícia Civil, em tecnologia e em inteligência. “Buscamos modernizar e equipar as nossas forças policiais para um combate cada vez mais  ostensivo e eficaz dos crimes”, afirma Bernardo Santana.

Números ajustados

Outra medida de transparência adotada pela atual gestão da SEDS é a atualização sistemática das estatísticas de crimes. Destoando da prática de outros Estados, como o Rio de Janeiro e São  Paulo, o governo anterior não fazia a atualização e, consequente acréscimo de ocorrências em datas  posteriores à divulgação mensal dos números.

Essa prática jogava no limbo (fora da estatística oficial) ocorrências registradas em dias, meses e até anos depois da data do crime ocorrido. Era o caso, por exemplo, de um roubo ocorrido em janeiro e só registrado em março, em data posterior, portanto, da divulgação das estatísticas de  criminalidade do primeiro mês do ano.

As estatísticas ‘perdidas’ foram recuperadas e já se realizou a atualização dos dados dos últimos anos nos boletins criminais disponíveis para os cidadãos no Portal Números (www.numeros.mg.gov.br) e no site da secretaria (www.seds.mg.gov.br/integracao/estatisticas). Para os dados publicados neste ano, a revisão/atualização será sempre realizada, automaticamente, após 90 dias da publicação oficial, conforme indicação da metodologia atualmente utilizada pelo Ministério da Justiça.

Levantamento realizado pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (CINDS) da SEDS aponta, por exemplo, que desde 2012, 1,6% do total de ocorrências de crimes violentos registradas, o que representa quase 3 mil registros, foram ignoradas nas estatísticas oficiais do Governo.

Outra atualização importante refere-se à divulgação da estatística de criminalidade por município. O governo anterior começou a fazer essa divulgação em 2013 e desconsiderou os dados de 2012. A partir de agora, os números de 2012 para os 853 municípios também estarão disponíveis. A SEDS usa 2012 como base para a atual série histórica, uma vez que só a partir daquele ano o Módulo Reds (Registro de Eventos de Defesa Social) do Sistema de Informações de Defesa Social (Sids) foi disseminado no Estado.

Nova base populacional para expressar as taxas de crimes

O cálculo de taxas de criminalidade violenta também passa a utilizar as estimativas de população feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e não mais as projeções da Fundação João Pinheiro (FJP). Isso torna comparáveis os dados de Minas Gerais com a taxa média nacional e com as taxas de outros Estados.

A mudança foi aplicada de 2012 em diante, provocando um pequeno crescimento das taxas em 2012 e em 2013, uma vez que as projeções da FJP nos últimos anos foram maiores do que as do IBGE. A taxa de homicídios consumados de Minas Gerais por 100 mil habitantes, por exemplo, em 2012, subiu de 19,22 para 19,87 e, em 2013, de 27,78 para 27,9.

As estatísticas da criminalidade violenta estão disponíveis no Portal Números (www.numeros.mg.gov.br). Além das comparações trimestrais, o balanço dos 853 municípios mineiros divulgado pela Secretaria de Estado de Defesa Social traz adequações nos números da criminalidade do Estado, a partir da revisão de pontos da metodologia de produção das estatísticas.

Dados já divulgados foram reavaliados e estão sendo republicados com acréscimos para todos esses municípios, incluindo os números de estupro consumado/tentado e estupro de vulnerável consumado/tentado. Assim como para o número global do estado, no nível municipal as ocorrências de crimes registradas com atraso também foram incorporadas, com recuo ao ano de 2012.

Variação percentual do primeiro trimestre de 2015 em relação ao primeiro trimestre de 2014 - Registros de Crimes Violentos por natureza

MIOLO 1

 MIOLO 3 editado

Série histórica 2012-2015

Evolução dos crimes violentos por natureza de 2012 a março de 2015

 

Enviar para impressão