O Nosso Onça teve como parceiros o Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (Comupra), o Projeto Manuelzão da Universidade Federal de Minas Gerais e a Organização Civil de Interesse Público (Oscip) Rede Intercâmbio de Tecnologias Alternativas. Foram desenvolvidas três modalidades de atividades durante os dois meses do projeto: as oficinas de agricultura urbana, o mutirão de limpeza e o circuito ambiental. A técnica social de direito do Centro de Prevenção à Criminalidade Ribeiro de Abreu, Grasielle Mello, explica que "o envolvimento da comunidade na preservação do Ribeirão do Onça e o interesse pelos problemas ambientais têm um grande papel na identidade dos moradores da região e contribui na diminuição da violência. É visível a transformação de adultos e crianças a partir do momento em que passam a se interessar e agir pela preservação ambiental".

Quintal produtivo

O engenheiro florestal da Oscip Intercâmbio de Tecnologias Alternativas, Daniel Silveira, foi o responsável pelas oficinas de agricultura urbana e mostrou aos participantes sementes como a mucuna preta, a mamona e a fava. "A receptividade foi muito boa, tanto das crianças quanto dos adultos, e todos trouxeram conhecimentos de plantio e cultivo herdados das mães e avós. Aqui praticamente todo mundo tem um quintal e tivemos nas oficinas boas trocas de saberes sobre a terra", conta o engenheiro florestal. Para trabalhar no quintal produtivo foram mostradas as possibilidades de cultivo de plantas ornamentais, medicinais, verduras e legumes. Um exemplo de alternativa barata, que despertou muito interesse nas oficinas, foi a produção de recipientes de mudas a partir de uma garrafa de plástico cortada ao meio. "Eles não trazem riscos de proliferação da dengue e ainda economizam água", fala, entusiasmado, Silveira.

Comunidade Unida

"Fornecer informações e articular os parceiros internos na realização do Projeto Nosso Onça foi uma das contribuições do Comupra", afirma Itamar de Paula, presidente do Conselho fundado em 2001, cuja missão é ajudar na melhoria da qualidade de vida do bairro Ribeiro de Abreu e adjacências. "O risco e insalubridade das moradias construídas nas margens e proximidades do Onça, têm um reflexo direto na violência do Ribeiro de Abreu" afirma o presidente.  

 

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