De acordo com a diretora da penitenciária, Ândrea Valéria Andries, a ideia é montar alguma atividade diferente sempre que houver bons resultados dos presos na escola. “Acho que vai incentivar o estudo e eles vão se lembrar que foram valorizados por conta do desempenho que apresentaram”, disse.

Hoje há quase 300 detentos estudando enquanto cumprem pena na Ariosvaldo Campos Pires. Dessa vez, participaram do cinema três detentos que obtiveram boa pontuação no ENEM, dez que foram aprovados em algumas disciplinas do supletivo e seis que passaram para a segunda etapa da Olimpíada de Matemática, que aconteceu no segundo semestre do ano passado. A pedagoga da unidade, Viviane Alves de Freitas, lembra que, nas Olimpíadas, não há um exame específico para o sistema prisional. “A mesma prova aplicada em outras escolas é aplicada aos presos”, disse.

Para promover o cinema, a unidade contou com a parceria do colégio João XXIII, que montou o telão e o projetor para exibição do filme e levou os óculos 3D. No que depender da diretoria da unidade, a parceria tende a se estender para outras atividades. “Pensei em algo que pudesse deixá-los entender como funciona uma câmera e o que eles podem fazer com ela. A ideia é fazer brotar a curiosidade, a sensibilidade. Estou estudando o projeto para ver o que eles podem filmar”, contou a diretora geral.

De acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), o estudo dá aos detentos direito à remição da pena, que é reduzida em um dia a cada 12 horas de frequência escolar.