
Presos da Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na
Região Metropolitana de Belo Horizonte, apresentaram nesta sexta-feira
(18.05) uma peça de teatro com o tema drogas, em homenagem ao Dia do
Defensor Público. O espetáculo foi realizado na Praça Nossa Senhora das
Neves, no centro da cidade, a convite de um grupo de 13 defensores
públicos recém empossados na comarca de Ribeirão das Neves.
O convite para participar das comemorações ao Dia do Defensor Público, comemorado no dia 19 de maio, surgiu quando os defensores da área criminal e de execução penal visitaram a penitenciária e assistiram a um dos ensaios. “Ficamos entusiasmados com o trabalho e o exemplo que eles podem dar para a sociedade com suas peças e resolvemos convidá-los para esta apresentação”, contou o defensor público da área de execução penal, Guilherme Rocha de Freitas. O espetáculo integra uma série de atividades promovidas pela Defensoria Pública do município, com o objetivo de divulgar os serviços e atividades prestados pela Defensoria.
O diretor do grupo, Fábio Alves Moreira, trabalha na penitenciária como coordenador do Núcleo de Avaliação e Acompanhamento e destacou que “este convite foi uma forma de reconhecimento muito importante para o grupo, pois vem de profissionais da Justiça empenhados em defender o cidadão sem recursos para contratar um advogado”. Um dos componentes do grupo disse ter sentido uma grande emoção e responsabilidade ao encenar em um espaço aberto para todos, pois também o transportou para os primórdios do teatro.
Terceira geração
A trupe de detentos atores já se apresentou para mais de 13 mil pessoas em escolas públicas e empresas privadas como a Suggar Eletrodomésticos e Seven Boys, durante a semana de prevenção de acidentes de trabalho. Em outubro do ano passado o grupo marcou presença na Praça da Estação, no evento BH pela Paz, em que participaram músicos e grupos conhecidos em todo o país.
O grupo de teatro da Penitenciária José Maria Alkimin surgiu em março de 2010 e possui criações coletivas, a partir de suas próprias experiências de vida, além de produzir também textos e músicas sobre temas polêmicos como bullying, direitos humanos, drogas e transtornos mentais. O diretor Fábio Alves Moreira explica que o grupo já está na terceira geração de atores, pois há uma renovação natural em função da progressão de regime dos integrantes.