Cerca de 150 pessoas participaram do encontro, entre gestores e técnicos das áreas de segurança pública, saúde, assistência social e educação, lideranças comunitárias e organizações não governamentais. Na abertura, em que estavam presentes o coordenador de Prevenção à Criminalidade da Seds, Talles Andrade, e a prefeita municipal de Betim, Maria do Carmo Lara, houve apresentação dos jovens que participam da oficina de rap do Fica Vivo no Centro de Prevenção à Criminalidade (CPC) do bairro PTB.

O coordenador de Prevenção à Criminalidade da Seds lembrou como é complexa a discussão da segurança pública e reforçou que ações repressivas, por si só, não são suficientes. “É preciso trazer novas alternativas, pensar novos paradigmas. Nesse contexto, desde 2003 existe a Coordenadoria de Prevenção à Criminalidade, para buscar um equilíbrio, para que junto à repressão também sejam desenvolvidas políticas de prevenção a crimes”, disse. Para o sucesso dessas políticas, é essencial buscar a intersetorialidade entre o Estado, o Município, o Sistema de Justiça Criminal e a própria sociedade civil. “O seminário se propõe a esse desafio, que saiamos, ao fim do dia, mais integrados do que chegamos”, afirmou.
A prefeita Maria do Carmo Lara reforçou a necessidade de um trabalho integrado no enfrentamento à criminalidade e contou a experiência do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) em Betim, que reúne representantes de órgãos públicos e forças policiais do município para discutir a problemática da violência urbana.
Em Betim, há quatro Centros de Prevenção à Criminalidade, com os programas Fica Vivo, Mediação de Conflitos, Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa), e Reintegração Social de Egressos do Sistema Prisional (Presp).