Jeferson acredita que a iniciativa do Governo de Minas tem contribuindo para afastar os jovens da criminalidade. “Muitas vezes os adolescentes chegam da escola e por não ter outras atividades gastam o tempo na rua e podem encontrar coisa errada para fazer. O Fica Vivo! é uma oportunidade para ocupar o tempo com boas atividades e abrir a mente”, destacou.

Assim como Jeferson, os jovens com idade entre 12 e 24 anos contam com oficinas, que podem ser realizadas, em parceria, em espaços da comunidade como praças públicas, igrejas, escolas entre outros. Eles podem participar de atividades como grafite, futsal masculino e feminino, percussão, dança, capoeira, muay thai, rap e montagem de bijuterias. Além de intervenções para reflexão sobre sexualidade e valores humanos.

meninas_reduzida.jpgDurante os eventos, os participantes encontram outras formas de sociabilidade entre os colegas e referências positivas com os oficineiros. “Assim, o jovem percebe outra forma de viver e aprende a ter novos olhares diante das dificuldades da vida”, ressaltou a técnica social do programa em Uberlândia, Nathália Guimarães.

No Triângulo Mineiro, o Fica Vivo! atua em Uberlândia e Uberaba, atendendo a jovens que residem em áreas de vulnerabilidade social. A equipe do programa é formada por psicólogos, assistentes sociais e sociólogos. Em 2012, mais de sete mil jovens foram beneficiados em Uberlândia, com uma média mensal de atendimento de 639 pessoas. Em Uberaba, no mesmo período, quatro mil jovens forma beneficiados, com uma média mensal de atendimento de 338 pessoas.

Além das oficinas e outras formas de atendimento como atendimentos psicossociais, projetos locais e grupos de jovens, o Fica Vivo! realiza ações como Torneio Esportivo e Mostra Cultural. A iniciativa integra os programas de prevenção à criminalidade da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) como o programa Mediação de Conflitos, Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (CEAPA), Programa de Reintegração Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp) e Programa de Enfrentamento de Tráfico de Pessoas (PETP). O programa atua no viés de intervenção estratégica em parceria com os órgãos de defesa social, Poder Judiciário e Ministério Público.

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Crédito 3ª foto: Douglas Luzz