“A sociedade começa a aceitar a presença de detentos no mundo do trabalho e isto é muito positivo para a reinserção, em todos os âmbitos da vida dos que cumpriram penas”, conta a diretora geral do Presídio de Lavras, Flávia Kátia Silva. A diretora enumera as várias frentes de trabalho na cidade, nas quais estão inseridos presos de sua unidade: na construção de um centro de eventos trabalham nove presos e a empresa solicitou mais 20, no quartel do Corpo de Bombeiros Militar dois presos cuidam da manutenção, e o próprio presídio também passa por obras em que estão sendo empregados quatro detentos para revitalizar 16 celas e duas salas de aula. “Os bons resultados das parcerias e convênios vão sendo disseminados e a tendência é ampliar o número de presos inseridos nos variados tipos de atividades”, conclui a diretora.
Bons frutos
O pedido de convênio partiu da Pastoral Carcerária e foi aprovado na Assembleia Paroquial, após uma experiência bem sucedida com um ex-detento, que hoje trabalha em uma construtora da região.
“As expectativas com a participação dos detentos na reforma são ótimas, pois tivemos uma pessoa que trabalhou conosco como eletricista durante e após o cumprimento da pena. Chegamos a indicá-lo para uma construtora e hoje ele tem carteira assinada”, relata a coordenadora da Pastoral Carcerária, Talestre Maria do Carmo Mário.
Na Matriz de Santana, localizada no centro de Lavras, os detentos fazem o reboco e a pintura externa. No Recanto Sagrado Coração de Jesus, local onde são realizados retiros espirituais e encontros, não falta trabalho, pois são 45 suítes, refeitório, capela, auditório e jardins. Os trabalhos são de pedreiro, serralheiro, marceneiro, pintor, jardineiro e bombeiro, para executar entre outros serviços a troca de revestimento, piso e reboco, além de reformas no jardim e parte hidráulica.
Trabalho e parcerias